quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Marca: uma questão de identidade



Quantas vezes você já comprou um pacote de biscoito em vez do outro só por causa da embalagem do produto? Só porque ela era da marca X, cuja qualidade é conhecida por você? Isso acontece por causa da confiança que aquele produto lhe e passa, é o que os publicitários chamam de identidade visual.

Segundo a profissional de mídia e produção da Camisa 10 Propaganda, Alejandra Mendoza, que é formada em Publicidade pela UCAM, a identidade visual é o RG de uma marca, é o que vai consolidar ou não ela no mercado.

Sem uma identidade, o produto não é reconhecido e assim ele não vende e, então, fracassa. Uma marca sem identificação com o público é apenas um logotipo. Alejandra cita o exemplo de uma das maiores empresas de material esportivo: “O que seria do símbolo da Nike sem todo o conceito por trás dela? Nada, ela mal seria reconhecida”, analisa.

A publicitária ainda afirma que a identidade visual é o princípio de tudo. Ela ainda revela que não há uma fórmula para se criar uma marca, depende primeiro do “briefing”. Depois há uma pesquisa de conceito e um “brainstorm”, quando é feito o “rafe”, uma espécie de rascunho. Depois de tudo feito é a hora de passar para o computador, dando vida a marca.

Alejandra lista os principais tópicos que um publicitário deve incluir no manual de identidade de uma marca: “Como ela deve ser aplicada, estilo fotográfico, elementos gráficos, tipografia, algumas usam o tipo de linguagem que você deve usar, paleta de cores, e as aplicações da marca”, afirma.

Um mecanismo usado pelos publicitários para medir o sucesso de uma marca é a pesquisa “top of mind”. Segundo o coordenador de operações de mídia da agência F/NAZCA e ex-aluno da UCAM, Guilherme Alves, essa pesquisa é interessante por mostrar quais são as marcas que sempre estão na cabeça dos consumidores, lembrando que não necessariamente elas serão as mais vendidas. Ele afirma que um fator determinante na pesquisa é a força da marca na mente do público. “Um produto com a identidade visual forte consegue criar essa ligação na mente do consumidor”, analisa.

Segundo ele o consumidor está em constante mudança, sempre procurando novas mídias e novas formas de comunicação. Guilherme dá a dica para o estudante de publicidade: “Acredito que o mais importante para um publicitário é ser um profissional em constante atualização. Ele tem que saber que o consumidor tem poder de decisão do que deseja consumir. Campanhas estilo ‘compre batom’ não funcionam mais se você não apresentar um conteúdo adicional”, finaliza.

Entenda o que é Direito Penal

Dr. Rodrigo Vidal o Advogado-Orientador Criminalista do NPJ UCAM Niterói


O Brasil está entre os países mais violentos do mundo com taxa de 20 homicídios por 100 mil habitantes. A falta de segurança pública invade nosso cotidiano e entra em nossas casas todos os dias nas mídias com notícias de homicídios, roubos, agressões, tráfico de drogas, violência sexual que são sufocados sob os mantos do silêncio e da impunidade. De acordo com o último Relatório Nacional sobre Direitos Humanos no Brasil a ineficácia do Estado perante o aumento da violência gera violações de direitos humanos e impunidade, além de aumentar o sentimento de insegurança e revolta da população.

O Direito Penal e Criminal tenta defender o cidadão e os bens jurídicos relevantes à sociedade, evita que o crime ocorra ou penaliza quem age contra as leis. “Direito Penal não deve ser considerado como o principal meio para garantir esses direitos, uma vez que, por si só, não diminui o nível de criminalidade”, explica Dr. Rodrigo Vidal o Advogado-Orientador Criminalista do Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Candido de Niterói.


Existem muitas leis importantes no Código Penal, mas duas relativamente, recentes são: a Lei nº 11.340/06 que reduz a violência doméstica e familiar contra a mulher e a Lei nº 11.343/06 que indica medidas para prevenção ao uso indevido de drogas e estabelece normas para repressão ao tráfico ilícito.


Para quem escolher a área do direito criminalista, deve ter a certeza de que encontrará um mercado competitivo, como em vários ramos do Direito. Porém Dr. Rodrigo Vidal analisa o seguinte: “para profissionais diligentes e atualizados sempre haverá espaço. É necessário ter em mente que o estudo deve ser contínuo e aprofundado. O Direito Penal é muito dinâmico e acompanha as mudanças ocorridas na sociedade. A vocação é importante, mas acredito que a dedicação e o estudo são diferenciais em um bom advogado”.


Segundo o Advogado-Orientador Criminalista, o advogado não deve escolher casos e processos a serem julgados, pois é necessário pensar na necessidade do cliente e o prazer da profissão. “Dentro da área criminal não escolho processos, o que busco é defender os interesses do meu cliente da melhor forma possível porque procuro estar atualizado com as constantes mutações no campo do Direito Penal, e principalmente, porque não defendo pessoas, mas sim direitos e é isso que acho mais encantador na minha profissão”, acrescenta Dr. Rodrigo.






quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Abertura da XXII Conferência da Academia da Latinidade

O professor Candido Mendes discursa durante a solenidade.


Começou hoje pela manhã na Universidade Candido Mendes - Assembleia, a XXII Conferência da Academia da Latinidade, com o tema “Globalização e diferenças emergentes”. A solenidade de abertura realizada no Teatro João Theotonio, no subsolo, contou com presenças ilustres como: Samuel Pinheiro Guimarães, Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o senador Cristovam Buarque e a deputada Aspásia Camargo, Gianni Vattimo, vice-presidente da Academia da Latinidade entre outras autoridades.

A mediação do debate foi feita pelo professor Candido Mendes de Almeida, Reitor da UCAM, que também é Secretário-Geral da Academia da Latinidade. E foi justamente ele quem deu o pontapé inicial na Conferência, para depois passar a palavra ao Samuel Pinheiro Guimarães, que falou sobre a expansão dos idiomas. Logo depois foi exibida uma mensagem em vídeo de Jorge Sampaio, alto-representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações.

Em seguida foi a vez de Cristovam Buarque falar sobre as desigualdades entre ricos e pobres, traçando um paralelo histórico no Brasil e no Mundo, seguindo o tópico da goblalização. Segundo ele, as diferenças estão mais acentuadas nos dias de hoje. Depois do senador, o professor Candido Mendes leu uma mensagem enviada pelo presidente da Academia da Latinidade, Federico Mayor.

Quando foi convidado a falar, Gianni Vattimo, filóso e Vice-Presidente da Academia da Latinidade concordou com a mensagem de Mayor e ainda falou sobre filosofia, história europeia e também do Partido Comunista italiano. Terminou sua fala comentando sobre a pobreza no mundo globalizado.

Antes de encerrar a solenidade de abertura, o professor Candido Mendes ainda falou sobre a relação do Brasil com a China e a Índia (três dos BRICs).

Para quem quiser assistir a XXII Conferência da Academia da Latinidade ainda dá tempo. O evento acontece até a próxima sexta-feira.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Há 108 anos atrás...

Avenida Rio Branco em 1902.


Hoje a Universidade Candido Mendes é uma das instituições de ensino mais conceituadas do Brasil, atuando em diversos pontos do estado do Rio e recentemente em Vitória, no Espírito Santo. Porém a história da UCAM começou há mais de 100 anos, mais precisamente em 1902 quando a mantenedora da universidade, a Sociedade Brasileira de Instrução, foi criada. Ela foi fundada pelo Conde Candido Mendes de Almeida juntamente com a Academia de Comércio do Rio de Janeiro.

Os anos de 1900, segundo o historiador Edgard Carone, marcaram a história do Brasil. O país vivia em todas as regiões um comando de poucos grupos, denominado oligarquia. O custo de vida estava alto e o desemprego já estava presente no cotidiano. Isso acabou por gerar um grande descontentamento popular, que transbordou em diversas greves operárias pelo país.

A cidade do Rio de Janeiro, então capital da República, possuía belos palacetes e casarões, mas também tinha graves problemas urbanos. A rede de água e esgoto era insuficiente, a coleta de resíduos era precária e os cortiços eram super povoados. Nesse ambiente caótico se proliferavam diversas doenças, gerando epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica. O presidente da República, Rodrigues Alves (1902-1906) deu plenos poderes ao prefeito Pereira Passos e ao médico Osvaldo Cruz para executarem um grande projeto sanitário.

O prefeito pôs em prática uma ampla reforma urbana, que ficou conhecida como bota abaixo, esse nome é por causa da demolição dos velhos prédios e cortiços, que deram lugar a grandes avenidas, edifícios e jardins. A principal delas era a Avenida Central (hoje conhecida como Rio Branco). A consequência imediata disso foi milhares de pessoas, em sua maioria pobre, desalojadas à força. Sendo obrigadas a morar nos morros e nas periferias, dando o pontapé inicial ao processo que culminou nas favelas que conhecemos hoje em dia.

Oswaldo Cruz assume o cargo de chefe da Diretoria de Saúde Pública em março de 1903 com o seguinte discurso: “Dêem-me liberdade de ação e eu exterminarei a febre amarela dentro de três anos”. O sanitarista cumpriu o prometido, porém algumas de suas medidas não foram bem aceitas pela população. O método de combate à febre amarela, que invadiu os lares, interditou, despejou e internou à força, não foi bem sucedida. Batizadas pela imprensa de Código de Torturas, as medidas desagradaram também alguns positivistas, que reclamavam da quebra dos direitos individuais. A lei que tornava obrigatória a vacina contra a varíola só fez piorar a situação.

Os protestos foram crescendo até se tornar o que foi posteriormente chamado de “revolta da vacina”, entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904, a cidade do Rio de Janeiro viveu o que a imprensa chamou de a mais terrível das revoltas populares da República. O cenário era desolador: bondes tombados, trilhos arrancados, calçamentos destruídos tudo feito por uma massa de 3 000 revoltosos.

E foi nesse mundo, não tão diferente assim do de hoje em dia, que a Universidade Candido Mendes deu os primeiros passos para ser o que é hoje. Uma instituição centenária, que se firmou como referência nacional e internacional em Ciências Humanas e Sociais, reunindo mais de 20 mil estudantes e 1.000 professores e pesquisadores em um total de 16 unidades, com 16 cursos de graduação e diversos outros na modalidade tecnológica.

Instituto Ambiental Candido Mendes



Vídeo cobertura da Inauguração do Instituto Candido Mendes em Araruama.

Reportagem: Renan Barreto
Imagens: Anderson Justino

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Candido Mendes pensa no futuro do planeta

Casa Verde do IACAM

Em 2010, no ano internacional do voluntariado, os meios de comunicação começaram a divulgar a importância da responsabilidade social dentro das empresas. A partir daí, as instituições iniciaram ações sociais, e em parceria com a comunidade elas começaram a pensar no meio ambiente. A responsabilidade social já faz parte do dia a dia de grande parte das organizações brasileiras.

Poucas empresas estão de fora desta preocupação com ações sociais e ambientais, por acharem que é apenas modismo ou marketing. Basta lembrar que não é apenas uma questão de “estar na moda” no ramo empresarial, e sim o que entra em questão é a manutenção de uma boa imagem institucional e, consequentemente, o futuro do nosso planeta. Esses projetos são elaborados para atrair clientes exigentes, e as empresas que ficam de fora perdem uma grande oportunidade de mercado com o seu público alvo. Quem não atender as suas necessidades, sobre o ecossistema, corre o risco de ficar à margem e perder sua fidelidade. Mas não é só isso, especialistas afirmam que essa responsabilidade social, desenvolvimento e incentivo trazem em conseqüência para seu próprio crescimento com sabedoria.

A Universidade Candido Mendes (UCAM) não fica para trás, pois investe em diversos projetos ligados a formação de cidadãos conscientes e críticos com capacidade de conduzir suas vidas com discernimento, ética e respeito principalmente pelo meio em que fazemos parte. Devemos destacar que a UCAM é a primeira universidade filantrópica do Brasil. “A Universidade Candido Mendes não é apenas tradição, mas também criatividade e inovação”, disse o professor Candido Mendes de Almeida, Reitor da UCAM.

O termo filantropia é definido pelo dicionário como amor à humanidade, humanitarismo, caridade, que infelizmente ainda está distante da realidade de algumas instituições. No dia 10 de novembro foi inaugurado o Instituto Ambiental Candido Mendes (IACAM) no Campus Araruama. O IACAM promove ações voltadas para integrar o ser humano com o meio ambiente.

Casa Verde:

O projeto “Casa Verde” do IACAM é apolítico e oferece visões de sustentabilidade em parcerias com escolas, governos e iniciativas privadas.

Ao redor da “Casa Verde” estão grandes projetos de exemplo de preocupação com o meio ambiente como: mandala agrícola, composteira, Caminho sensitivo, “minhocário”, galinheiro, pomar, horta com utilização de energia solar. Nas listas de trabalhos desenvolvidos pelo IACAM estão os Cursos Livres de “Pintura Livre”, “Pequeno Jardineiro e Pequeno Criador”, Artesanatos com Garrafas Pet”, “Aquecedor Solar de Baixo Custo”, Alimentação e Nutrição” e “Bioarquitetura” com investimentos acessíveis para agregar novos conceitos diante do comportamento da população de Araruama.

Inauguração do IACAM

Candido Mendes, professor Alexandre Gazé e Alberto Gois durante a inauguração do IACAM.


Nesta quinta-feira, dez de novembro foi um novo marco dos quase 108 anos de história da Universidade Candido Mendes. Foi inaugurado no Campus de Araruama, na Região dos Lagos, o Instituto Ambiental Candido Mendes (IACAM).

O evento contou com a presença do Reitor, o professor Candido Mendes de Almeida, e do Pró-Reitor de Coordenação e Expansão, o professor Alexandre Gazé. Também estavam presentes o diretor do Campus, professor Wilson Dimani e o coordenador do Instituto, professor Alberto Gois. Além dos diretores das unidades de Niterói, Nova Friburgo, Jacarepaguá, Tijuca e Padre Miguel e a secretária municipal de Educação Vera Pinto, entre outras autoridades.

A solenidade de inauguração começou por volta das três horas da tarde, com o discurso do Pró-Reitor, um entusiasta do projeto. “Muita gente fala em preservar o meio ambiente, mas poucos o fazem. Então, resolvemos aproveitar a capacidade do campus Araruama em receber trabalhos voltados para essa área e partimos para a criação do IACAM, cujo papel principal é dar ênfase a projetos sustentáveis”, revela o Pró Reitor Alexandre Gazé. Logo depois foi a vez de Vera Pinto ir à frente do púlpito. “A educação pode contribuir na mudança que se faz necessária, a criação do IACAM chega ao nosso município como uma proposta arrojada de mudança de paradigmas, estamos orgulhosos de participar nesse momento tão nobre da história da UCAM”, disse a secretária de Educação de Araruama.O responsável pelo IACAM, Alberto Góis constatou que a maior dificuldade para a adoção de atitudes que respeitem o meio ambiente é falta de informação e de educação ambiental.

Cessados os discursos, foi a vez de o professor Candido Mendes cortar a faixa que marca a inauguração da Casa Verde, onde serão desenvolvidos os cursos livres sobre educação ambiental.
Por fim, todos foram presenteados com papéis sementes, confeccionados especialmente para o evento e vasos de planta estilizados.

O que é o IACAM?

O Instituto Ambiental Candido Mendes é um instituto criado dentro da Universidade Candido Mendes para desenvolver projetos ambientais onde se possa contribuir com a maior preocupação do momento: o meio ambiente. Por isso sua sede é no Campus de Araruama, localizado em meio a uma grande área verde.

O coordenador do instituto, o professor Alberto Gois fala sobre uma das propostas do IACAM, o projeto “Casa Verde”, que oferece visões de sustentabilidade em parcerias com escolas, governos e iniciativas privadas. “O objetivo da ‘Casa Verde’ é levar através de práticas a sustentabilidade, artesanato, agricultura, energias renováveis, levar conhecimento às pessoas e agregar valores a aquelas que já têm o conhecimento. Existe um conceito hoje que diz que para atingir os adultos, precisamos conscientizar as crianças.”

Os trabalhos desenvolvidos em volta da “Casa Verde” já demonstram a preocupação com o meio ambiente: mandala agrícola, composteira, Caminho sensitivo, “minhocário”, galinheiro, pomar, horta, tudo com utilização de energia solar.

Entre as ações que em breve serão postas em prática, estão os cursos livres que têm o intuito de trabalhar a conscientização da população. Os cursos são : “Pintura Livre”, “Pequeno Jardineiro e Pequeno Criador”, Artesanatos com Garrafas Pet”, “Aquecedor Solar de Baixo Custo”, Alimentação e Nutrição” e “Bioarquitetura” com investimentos acessíveis para o público com menor poder aquisitivo.

O professor Alexandre Gazé, Pró-Reitor de Coordenação e Expansão da UCAM, explica o foco de atuação do IACAM. “A grande chave do Instituto é o futuro, ele não para o presente. É para o amanhã, para os nossos filhos e nossos netos. O homem não tem mais saída, ou ele cuida agora ou não vai conseguir mais”. Em seguida ele avalia qual o papel da universidade nos dias de hoje. “A universidade não pode só formar profissionais para o presente, para atuar no mercado de trabalho, ela tem que formar também homens que pensam e que possam planejar estrategicamente e objetivamente a preservação da natureza.”