terça-feira, 20 de abril de 2010

Aluno da UCAM na final de concurso de propaganda de O GLOBO


Luciano Freitas cursa o 5º período de publicidade na Universidade Candido Mendes campus Niterói e está na final do 13º prêmio de propaganda O GLOBO. O jovem talento se surpreendeu com o seu resultado, mas agora espera bons frutos desse concurso. Luciano é o nosso entrevistado de hoje e contará o que se passa na sua cabeça e ainda incentiva os seus colegas para exporem seus trabalhos também. Confiram o bate papo instigante e esclarecedor de um dos alunos mais promissores da Candido Mendes.

Entrevista por Renan Barreto.





BLOG DA UCAM: Conte um pouco sobre o que é o prêmio que O GLOBO está promovendo.

LUCIANO FREITAS: Bem, 13º prêmio de propaganda O GLOBO é destinado a agências e publicitários que tenham publicado campanhas em jornal. Sendo que há também a categoria "Jovens Criativos", voltado para estudantes de publicidade, no qual me inscrevi.

BU: E sobre o que foi o seu trabalho?

LF: A categoria J"ovens Criativos" conta com um briefing do evento 9º Meeting de Responsabilidade Social, desenvolvido pelo Instituto Bola Pra Frente. Em cima desse briefing os candidatos tinham que criar suas campanhas (quantas quisessem) com até 5 peças cada uma.

BU: Como você ficou sabendo do prêmio? Outros colegas seus chegaram a participar?

LF: Olha, várias pessoas me avisaram sobre o prêmio. A primeira foi uma amiga do escritório, a arquiteta Amanda Lopes. Mas depois o professor André Wander também me avisou e, inclusive, me orientou. Não tive notícias de colegas participando, apesar de eu ter divulgado umas duas ou três vezes no twitter, além de ter falado com os mais próximos também.

BU: A ajuda do professor fez você aprimorar seu trabalho?

LF: Sim, claro. Fiz um total de 4 campanhas, com 3 peças cada uma. Trocamos muitas mensagens por email e celular durante o meu processo de composição das mesmas. Ele, com sua experiência como publicitário, me ajudou muito.

BU: Luciano, conta um pouco sobre você. Por que decidiu fazer publicidade?

LF: Nossa. Teríamos que voltar ao ensino fundamental, o antigo 1º grau, na 5ª série. Foi lá que uma professora de artes me disse pela primeira vez: "Você precisa seguir a carreira de publicitário". O tempo foi passando e mais conselhos como esse fui recebendo. Até que em 2008 resolvi, enfim, começar o curso, ou melhor: levar esses conselhos realmente a sério (risos) .E digo que estou amando tudo o que estou vivendo depois que comecei. Entre o conselho da 5ª série e o início da faculdade caminhei por muitas áreas, como a música, por exemplo, além de criar identidades visuais para bandas etc. Isso tudo me animou mais.

BU: Como você mesmo falou, você tem o seu lado músico. A música foi um dos fatores que fizeram você escolher a publicidade?

LF: Acredito que sim, porque sempre me interessei muito não só pela música em si, mas por toda a estrutura comercial que há (às vezes felizmente, às vezes infelizmente) por trás disso. As capas de disco, os temas que inspiram as grandes turnês musicais. Acho que essa coisa toda já era um lado publicitário meu que estava começando a mostrar as asinhas.

BU: Já que você gosta de trabalhar com música e publicidade, os jingles lhe chamam atenção?

LF: Pois é, Renan. Os jingles. Está aí uma coisa que une bem esses dois lados, porém, nunca me arrisquei fazer. Soube até de um concurso através do mural da UCAM, mas estava muito envolvido no prêmio O Globo e acabei não me mexendo. Quem sabe um dia eu não me arrisque por esse lado?

BU: Luciano, o que você esperava desse prêmio? Você imagina que podia chegar aonde chegou?

LF: Renan, sinceramente não esperava muita coisa. A campanha que foi classificada para a final, inclusive, foi a que menos eu levei fé. Eu me inscrevi porque senti que estava na hora de meter a cara, sabe? Mas sentia que seria mais uma experiência, e só. Um prêmio O Globo de Propaganda nas mãos é, sem dúvida, um valor enorme para o currículo. Pensei: "as pessoas me avisaram porque se lembram de mim quando vêem esses concursos". Foi aí que decidi pelo menos tentar.


BU: Você é ainda estudante, mas com pensamento profissional. Além do seu talento, a faculdade está sendo importante mesmo? Vale a pena estudar publicidade?

LF:A faculdade está sendo importante. Muitas pessoas me fazem essa pergunta também, como se eu não precisasse cursar publicidade para criar as coisas que crio. Eu acho que o talento a gente carrega e até entra na faculdade com ele. Não se aprende talento. Mas as informações técnicas de COMO se usar esse talento de forma profissional é o mais importante. O que adianta o cara ser criativo, se ele não tiver ferramentas para expor tal criatividade? É nesse ponto importante que, pelo menos para mim, entra a faculdade.

BU: E para terminar, Luciano, o que você tem a dizer para quem está começando a cursar Publicidade agora?

LF: Não se prenda apenas ao que a faculdade tem a oferecer. Seja universitário 24h por dia! Leia bastante sobre os assuntos abordados em aula. E se a pretensão é trabalhar com criação, mergulhe em outros mundos também, por que não? Na segunda-feira rolará uma palestra sobre moda na UCAM e eu já fiz minha inscrição. Para o publicitário TODO assunto é de interesse. Isso só enriquece a gente.

Twitter: @lucianofreitas
Blogs: www.muitosemum.blogspot.com (contos)
www.mesadebaronline.blogspot.com (tirinhas)



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