segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A redação de um jornal como ela é


Bem antes dos computadores, televisão, rádio, telefones, redes sociais, o jornal impresso era uma das formas mais dinâmicas de transmissão de mensagens, principalmente pelo fato de conseguir, de certa forma, aumentar o campo de alcance das informações. Ele foi e é um veículo de comunicação impresso razoavelmente barato e eficiente, atingindo as massas populares com notícias, opiniões, comentários e anúncios de maneira fácil.

Uma redação de jornal impresso trabalha com sugestão da pauta, apuração, entrevistas, elaboração do texto, edição, revisão e publicação. Para quem deseja trabalhar na área do jornalismo impresso é necessário ter “jogo de cintura”, ser pró-ativo, versátil, dinâmico, atualizado, e apaixonado pela profissão, pois dependendo da editoria o ritmo de trabalho é acelerado. Quem trabalha na editoria geral, com pautas factuais, acaba ficando mais tempo preso ao setor de apuração, por exemplo. A jornada de trabalho habitual em uma redação fica em torno de oito horas por dia. De acordo com a ex aluna da UCAM de Niterói e jornalista do jornal O Fluminense, Simone Schettino, em raros dias essa carga horária pode ser ultrapassada. “Já tiveram ocasiões em que fiquei no jornal cerca de 12 horas, mas nem senti”, acrescenta.

Os jornais diários, geralmente, são divididos em editorias, separações de assuntos por temas específicos, como: esporte, polícia, cidade, política, economia, cultura e cadernos temáticos que apresentam ainda outras seções de conteúdo jornalístico opinativo, onde costumam estar distribuídas pelos cadernos ou páginas especiais. Segundo Simone em O Fluminense existe a editoria Geral (cidades e polícia), política, segundo caderno, economia, empregos e negócios, esportes e a revista, que é encartada nos jornais de domingo, mas que funciona como outro periódico. O site também é uma praticamente uma editoria separada, e tem uma dinâmica própria.

O repórter que trabalha na geral recebe normalmente três pautas por dia, porém nem sempre que o jornalista escrever a matéria, ela será publicada. A jornalista disse que produz três páginas por semana de matérias frias ou “sem prazo de validade”, que pedem apuração aprofundada, mas também ajuda em outras editorias, cobrindo folga ou férias de algum colega e, às vezes, acompanha as pautas de economia. Para finalizar, Simone Schettino deixa um recado para quem pretende seguir os passos de um repórter do jornalismo impresso. “Tenha certeza do que quer. Deve-se conhecer de perto todas as áreas do jornalismo para saber qual é a que você se enquadra. Conheça uma redação de jornal antes de decidir. Na comunicação, o amor pela profissão fala muito mais alto. O ritmo é estressante, mas quando a pessoa gosta, compensa. Afinal, nem tudo é dinheiro, certo? Com o tempo, trabalhos paralelos podem acabar fornecendo a estabilidade financeira que você procura, permitindo assim a sua permanência na redação .”

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